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O primeiro serrote com lâmina dentada surgiu na Idade do Metal, sendo feito de cobre com cabo de osso ou madeira. Estes primeiros serrotes eram semelhantes aos cutelos. Ilustrações egípcias datadas de 1500 a.C. mostram o serrote a ser utilizado para cortar tábuas.
Devido às lâminas estreitas, finas e não totalmente lisas, feitas de metal com tendência a dobrar-se, e aos dentes malformados que criavam grande fricção, o serrote tradicionalmente cortava ao puxar, permitindo maior pressão sem dobrar a lâmina. Um serrote feito para puxar podia ser mais fino do que um para empurrar, reduzindo o desperdício de material. Na Idade do Bronze surgiram serrotes de bronze e com diferentes formas, enquanto os serrotes de ferro apareceram por volta do século VII a.C.
Plínio, o Velho, naturalista romano do século I d.C., registou uma importante modificação: ao dobrar ligeiramente os dentes alternadamente para ambos os lados, criando um espaço maior do que a espessura da lâmina, facilitava-se a remoção do pó do corte e diminuía-se a fricção. Os romanos introduziram ainda o serrote de costas e várias outras melhorias.
O serrote moderno ocidental corta ao empurrar ou em ambas as direções, enquanto o serrote japonês corta ao puxar. No serrote que corta ao empurrar, os dentes estão virados para a direção oposta ao utilizador, oferecendo maior poder de corte para tarefas gerais. O serrote que corta ao puxar tem os dentes virados para o utilizador, proporcionando maior precisão, ideal para trabalhos artísticos. Os serrotes que cortam em ambas as direções têm dentes alternados ou direitos, servindo como intermediário entre os dois tipos anteriores. Cada tipo possui um ângulo de corte ideal, que minimiza danos ao material.
A qualidade de um serrote pode ser avaliada pelo metal da lâmina, material do cabo, número de dentes por polegada e dureza e precisão dos dentes.
Publicado por: Museu do Crasto