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Devido às lâminas do serrote serem relativamente estreitas, finas e não exatamente lisas feitas de um metal com tendência a dobrar-se os dentes serem malformados e criarem um alto nível de fricção, o serrote cortava tradicionalmente ao puxar, pois neste movimento podia exercer uma maior pressão sem se dobrar, para além de que um serrote feito para puxar podia ser menos espesso do que um feito para empurrar, reduzindo o desperdício de materiais. Na Idade do Bronze, desenvolveram-se serrotes feitos de bronze e o seu uso aumentou consideravelmente, para além de se começar a criar serrotes com diferentes formas. Os serrotes de ferro surgiram por volta do século VII A.C..
Plínio, o velho, um naturalista romano que viveu no século I D.C., anotou uma importante modificação do serrote, em que ao se dobrar os dentes deste ligeiramente (para ambos os lados, de forma alternada, deixando um espaço vazio mais largo do que a espessura da lâmina) facilitava a remoção do pó gerado pelo corte do serrote e causava menos fricção entre o serrote e a madeira. Os romanos fizeram inúmeras outras inovações ao serrote, tendo por exemplo inventado o serrote de costas.
O serrote moderno ocidental corta ao empurrar ou ao empurrar e puxar, enquanto que o serrote japonês corta ao puxar. O serrote que corta ao empurrar possui os dentes da lâmina virados para a direção oposta do utilizador, dando-lhe um maior poder de corte, tornando-o ideal para tarefas gerais de cortar. O serrote que corta ao puxar possui os dentes da lâmina virados para o utilizador, oferecendo a este um maior grau de precisão, tornando-a ideal para projetos artísticos. O serrote que corta nas duas direções possui os dentes da lâmina virados para ambas as direções de forma alternada ou em alguns casos direitos, sendo um intermédio entre os dois tipos de serrote anteriores. Cada um destes serrotes têm um ângulo de corte ideal, sendo que este minimiza o dano sofrido pelo material cortado.
Pode-se avaliar a qualidade do serrote de acordo com metal de que é constituída a sua lâmina, o material do cabo, o número de dentes por polegada e o corte e a dureza dos dentes.
Publicado por: Museu do Crasto