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No século XIV, a ferradura tornou-se um bem amplamente comercializado, mas foi apenas no século XIX, com a industrialização, que atingiu o auge da sua produção. Em 1835 foi patenteada a primeira máquina de fabrico de ferraduras, capaz de produzir cerca de 60 unidades por hora. As ferraduras modernas são feitas de aço ou de alumínio: o aço é utilizado quando a prioridade é a durabilidade e o menor custo, enquanto o alumínio é preferido quando a prioridade é a leveza e a velocidade.
A ferradura surgiu para proteger os cascos dos animais de trabalho que, devido ao esforço diário intenso, se desgastavam rapidamente. Com a sua utilização, os animais podiam trabalhar durante mais tempo e deslocar-se com maior rapidez, o que revolucionou o transporte de pessoas e mercadorias na Antiguidade. Estas características tornaram a ferradura um elemento essencial na guerra, ao aumentar significativamente a eficácia da cavalaria.
Em muitos países do Ocidente, a ferradura é tradicionalmente vista como um amuleto de boa sorte. Existe a tradição de colocar uma ferradura à porta de casa, geralmente com as pontas viradas para cima, embora em alguns países se considere que devam estar voltadas para baixo. Esta crença não resulta apenas de lendas populares, mas também da herança romana na Europa, que adotou este símbolo dos gregos. Para os gregos, a ferradura estava associada à lua crescente, símbolo de fertilidade e prosperidade, e ao ferro, metal que acreditavam proteger os homens do mal. No Cristianismo, esta tradição foi cristianizada e associada a São Dunstano que, segundo a lenda, teria pregado uma ferradura ao Diabo, levando-o a jurar que nunca mais se aproximaria de uma ferradura após esta ser retirada.
Publicado por: Museu do Crasto