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Ao longo do tempo, a foice sofreu várias alterações, como a introdução de um cabo de madeira para facilitar o manuseamento e a adoção de uma lâmina curva, uma vez que as primeiras foices possuíam lâminas retas. Estas modificações tornaram o instrumento mais eficaz no corte das plantas.
Enquanto a foice de cabo curto foi amplamente difundida desde cedo, a foice de cabo longo, que evoluiu a partir da anterior, só se popularizou no século VIII d.C., em resposta a novas necessidades agrícolas.
A foice é um objeto fortemente mitologizado, sendo frequentemente associada à morte e ao tempo. Estas entidades são muitas vezes representadas de forma antropomorfizada empunhando uma foice, simbolizando a inevitabilidade da morte e a inexorabilidade do tempo, comparando os homens a colheitas ceifadas no momento da colheita.
A foice é também um símbolo do comunismo, representando o trabalhador rural. Em conjunto com o martelo, que simboliza o trabalhador urbano, expressa a união dos trabalhadores rurais e urbanos, considerados grupos sociais oprimidos pelo capitalismo, união essa vista como essencial para a revolução.
Publicado por: Museu do Crasto